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      ANÁLISES SEMANAIS

      (mil palavras)


      22-12-1998. Análise da semana de 14 a 20 de Dezembro de 1998 do Serviço Analítico-informativo da REDE BASCA VERMELHA

      ETA DENUNCIA O FALSÁRIO AZNAR. ETA, que mantém o cessar-fogo, denuncia as falsificaçons do Governo espanhol no comunicado da Segunda-feira 21. Clinton, o genocida, é Pinochet e Aznar é o seu ajudante e o seu lacaio. Que continua a violar a legalidade espanhola usando como reféns os prisioneiros políticos bascos.


      O Presidente do Governo da Espanha é um falsário. A denúncia tivo que fazê-la ETA.

      Segunda-feira 21 de Dezembro de 1998: ETA remete um comunicado, datado em 20 de Dezembro de 1998, a EUSKADI INFORMACIÓN (o jornal que substitui a EGIN iniquamente fechado polo juiz Garzón), ao único jornal integramente publicado em euskara EUSKALDUNON EGUNKARIA e à emissora pública RADIO EUSKADI. ETA informa que mantém o cessar-fogo. E de muitas outras cousas.

      Terça-feira 22. A capa de EUSKADI INFORMACIÓN di assim:

      "NOM HÁ CONTACTO COM O GOVERNO"

      • ETA denuncia as manobras para aparentar um inexistente processo negociador e simular que o Governo do PP o impulsiona.

      • Lembra que "o que Espanha deve pactar e acordar com Euskadi Ta Askatasuna é o reconhecimento de Euskal Herria".

      • Responde às tentativas de "criar confusom" e promete à sociedade basca que o processo se há de realizar com transparência.

      • ETA respondeu às filtraçons e boatos sobre um hipotético processo negociador para revelar que o Governo espanhol nom mantivo qualquer "contacto directo" com a organizaçom. Em sua opiniom, as notícias ao respeito constituem umha clara manobra para "tentar desviar o processo que está a ser trilhado em Euskal Herria". Neste senso, Euskadi Ta Askatasuna deixa claro que agirá com total transparência para que a sociedade basca poda fazer um seguimento do processo à margem de tentativas de intoxicaçom. Além disso, recorda ao Estado espanhol que "o que deve pactar e acordar com ETA é o reconhecimento de Euskal Herria, a sua territorialidade e o direito a eleger livremente o seu futuro. Nem mais nem menos".

      Essa é a capa. A página 3 reproduz o comunicado que ETA enviou, todo ele em euskara. Que, por certo, torna (COMO SEMPRE) a iniciar-se com a autodefiniçom: ETA, Organizaçom Revolucionária Socialista Basca de Libertaçom Nacional.

      Na página 2 EUSKADI INFORMACIÓN, sob o cabeçalho a toda página que di "ETA NEGA CONTACTOS COM O GOVERNO", transcreve em espanhol fragmentos do comunicado. Alguns dos quais transcrevo eu cá polo seu importantíssimo interesse.

      ETA assinala no comunicado que NOM PRETENDE SUBSTITUIR A VONTADE DE EUSKAL HERRIA. SENOM QUE O SEU LABOR CONSISTE EM CRIAR AS CONDIÇONS PARA QUE EUSKAL HERRIA EXPRIMA LIVRE E DEMOCRATICAMENTE A SUA VONTADE. (As maiúsculas som minhas). A este respeito di literalmente que:

      "Esta postura é sobejamente conhecida polo Governo espanhol. Também sabe, porque tivo o meio e o testemunho oficial para isso, que O QUE ESPANHA DEVE PACTAR COM Euskadi Ta Askatasuna É O RECONHECIMENTO DE EUSKAL HERRIA, A SUA TERRITORIALIDADE E O DIREITO A ELEGER LIVREMENTE O SEU FUTURO. NEM MAIS, NEM MENOS". (De novo as maiúsculas nom minhas).


      ETA denuncia a falsificaçom da realidade tentada polo Governo espanhol e os meios de comunicaçom espanhóis
      Umha importante parte do comunicado é a que denuncia que

      "Quem mais raivosamente estám condicionando e obstaculizando o processo som os meios de comunicaçom que se dedicam a provocar e a intoxicar".

      ETA afirma que, nos últimos meses, estes meios se estám dedicando sem descanso:

      "a tentarem desviar, em funçom das declaraçons, mensagens e falsas supostas negociaçons provenientes de Madrid, o processo que se está a trilhar em Euskal Herria".

      Neste senso, o comunicado afirma que estes meios

      "estám a desenhar um suposto processo negociador secreto que Espanha dirige da sombra e a Espanha nos quer levar, e mais ainda, apresentando publicamente o Governo espanhol como impulsionador desse processo".

      Porém, ETA assinala que a verdade é muito distinta e que tal processo e conversas nom existem:

      "A fotografia que se quer mostrar de negociaçons secretas ou clandestinas é falsa. Polo menos até agora, nom tem havido contacto directo entre ETA e o Governo espanhol, embora Euskadi Ta Askatasuna se tenha mostrado disposta, de há muito tempo, a principiar essas conversas".

      ETA sublinha ao Governo espanhol que:

      "deve saber, deveria-o saber já muito bem, que ETA nom aceitará, nem nas antigas vias para a troca de comunicaçons e contactos que utilizou nem nos novos caminhos que pudesse querer recompor, manobras para criar confusom e virar as costas ao povo basco". E promete aos cidadaos bascos que lhes há de fazer saber as chaves para tornar possível a total transparência e compreensom do processo até a sua culminaçom.

      ETA fai umha crua denúncia:

      "O Governo espanhol nom tem vontade de encarar a raiz política do conflito com coragem. Tem decidido intensificar a via repressiva, ganhar tempo e confundir a socieade basca. Mas engana-se completamente se julga poder assim cortar de raiz o processo iniciado em Euskal Herria".


      Clinton é Pinochet. E Aznar o seu lacaio.
      Na Sexta-feira 18 Carlos Aznárez, Director de RESUMEN LATINOAMERICANO e membro da Rede Basca Vermelha, publicou na página 19 de EUSKADI INFORMACIÓN um artigo intitulado CLINTON É PINOCHET que começava assim:

      "Clinton é Pinochet. E agora o quê dirá o juiz Garzón? O quê dirám os que louvavam a democracia inglesa e Tony Blair ou aqueles "intelectuais progressistas" que há pouco mais de um mês assinavam a favor de Clinton polo seu affaire sexual com Lewinsky?

      À criminal política norte-americana nom bastava com o bloqueio total que já provocou O FALECIMENTO POR FALTA DE MEDICAMENTOS DE 700.000 CRIANÇAS IRAQUIANAS".


      E que acabava assim:

      "Assim som eles, os gendarmes do mundo, os que todos os dias nos oferecem dos meios de comunicaçom um estilo de vida em que o dissidente se torna num inimigo a abater. Nesta estratégia de barbárie nom estám sozinhos: o neofranquismo espanhol –Aznar e Matute, o de Solana e Almunia, mas também o de todos os que consentem e calam perante as suas feitorias— volta a mergulhar em sonhos imperiais e oferece-se como aliado incondicional de Estados Unidos na sua acçom anti-árabe. É a lógica da Moncloa: pontualmente com Clinton para o que ordenar, e todos os dias do ano, à caça ao magrebi imigrante no extremo sul da península. Patera ao fundo do mar e genocídio com conta-gotas. Pinochet nom está só, sobram-lhe imitadores".

      Essa mesma Sexta-feira é quando fijo a sua trucada declaraçom. E quando se fijo pública a mofa, o insulto, a injúria da "APROXIMAÇOM" de 21 dos centenares de prisioneiros de políticos bascos.

      ETA, no seu comunicado datado em Domingo 20, afirma que:

      "tentar ligar o respeito aos direitos dos presos políticos bascos com a iniciativa anunciada em Setembro tem um só objectivo: utilizar a tortura que sofrem os presos como chantagem para desviar y obstaculizar o processo iniciado em Euskal Herria"

      E fai um chamado especial

      "a todas aquelas pessoas e colectivos implicados nas distintas e necessárias luitas pola defesa dos direitos dos presos, bem como pola transferência a Euskal Heria e a sua liberdade, redobrarem a levarem até o final os seus esforços e protestos para acabar com a tortura branca e preta que supom a dispersom".

      Lembrando que "Os presos políticos bascos devem tomar parte como os demais cidadaos, NA RUA, EM LIBERDADE E SEM QUALQUER CHANTAGEM" no processo para a soberania de Euskal Herria. "A sua participaçom demonstraria a sinceridade do processo. O senso comum e a justiça assim o exigem".

      ETA deixou as cousas muito claras. Continuará a Espanha a pretender falsificar a realidade e a enganar os bascos e as bascas? Deixaremo-nos? Sairá-lhes de graça?

      Veremos.

      Justo de la Cueva


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